Na madrugada do dia 27, os moradores do Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, Acre, foram novamente surpreendidos por atos de violência extrema. Apenas três dias após eventos previsivelmente dramáticos em plena luz do dia, a segurança da comunidade, já comprometida, foi ainda mais ameaçada por um ataque brutal desencadeado por um grupo armado.
A chacina ocorreu na rua Frei Peregrino, dentro do Conjunto Habitacional. Segundo relatos da esposa de uma das vítimas, cinco homens encapuzados, equipados como policiais e fortemente armados, adentraram a residência, renderam as pessoas presentes e, sem hesitar, dispararam diversas vezes.
As vítimas identificadas no ataque incluem:
Alexsandro Costa da Silva, 33 anos (falecido), Lucas Freire da Silva, 23 anos (falecido),Talia Freire da Silva (sobrevivente é esposa de Alexsandro), Leandro (falecido, amigo de Alexsandro)
Alexsandro e Lucas estavam sob monitoramento de tornozeleira eletrônica, o que indica um envolvimento com o sistema de justiça. Talia, a única sobrevivente, foi testemunha direta do ataque, que chocou a vizinhança, predominantemente composta por idosos, mulheres e crianças.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas ao chegarem ao local, os socorristas apenas puderam constatar os óbitos. A Polícia Militar foi rapidamente mobilizada, com várias guarnições do 2° Batalhão, isolando a área para preservar a cena do crime e coletar informações que pudessem levar à identificação e captura dos perpetradores. Infelizmente, apesar das buscas, nenhum suspeito foi encontrado.
A equipe da Polícia Civil, através da Equipe de Pronto Emprego (EPE), compareceu ao local para investigar o caso. O Departamento de Polícia Técnico Científico (DPTC) e o Instituto Médico Legal (IML) também foram chamados para executar os procedimentos necessários, incluindo a perícia e remoção dos corpos.
A investigação preliminar, aponta para a possibilidade de um conflito entre facções criminosas como motivação para o crime. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ficará responsável pela apuração das circunstâncias e da autoria dos assassinatos.
A barbárie vivida por Talia e demais moradores, não apenas expõe a fragilidade da segurança na região, mas também, reflete um ciclo de violência que desafia as autoridades locais. Com os crimes violentos se tornando frequentes em áreas vulneráveis, o desafio de saúde pública e segurança se intensifica, exigindo medidas urgentes e eficazes para restaurar a tranquilidade na comunidade.










