O diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), Henrique Lebre, afirmou em entrevista à Rede Amazônica que não houve falha técnica nem operacional no botão do pânico utilizado pela médica Elyne de Assis Nogueira, vítima de feminicídio no município de Brasiléia, interior do estado. De acordo com o gestor, a Unidade de Monitoramento Eletrônico de Presos (Umep), que opera em regime ininterrupto de 24 horas, cumpriu rigorosamente todas as etapas previstas no protocolo de segurança.
Lebre detalhou que, assim que o alerta de emergência foi recebido pela central, os operadores entraram em contato imediato por telefone com a médica. Durante a ligação, a vítima relatou que o suspeito já havia deixado as proximidades e dispensou o envio de uma viatura policial naquele instante. Simultaneamente, a equipe técnica rastreou a tornozeleira eletrônica do agressor e confirmou, via geolocalização por satélite (GPS), que ele de fato havia se afastado do perímetro delimitado.
O diretor explicou ainda como funciona a tecnologia de proteção voltada a mulheres amparadas por medidas protetivas de urgência:
Zona de exclusão dinâmica: O sistema cria um raio de segurança automático em torno da vítima. Se o monitorado com tornozeleira ultrapassar o limite de aproximação determinado pela Justiça, a central recebe um alerta sonoro e visual em tempo real.
Ações de intervenção: A partir do sinal, os agentes contatam a vítima para checar seu estado de segurança, emitem alertas sonoros ou advertências diretas no dispositivo do agressor ordenando o recuo imediato e, havendo risco iminente ou descumprimento, acionam as forças policiais para intervenção no local.
Registro de evidências: Todos os deslocamentos, chamadas telefônicas e tentativas de aproximação ficam gravados nos servidores do Iapen, servindo como prova de descumprimento de ordem judicial para a Polícia Civil e o Poder Judiciário.
A direção do órgão destacou que o trabalho contínuo de monitoramento segue como ferramenta indispensável na rede de enfrentamento à violência doméstica no Acre, reforçando a importância de esclarecer à população os limites operacionais, os critérios de acionamento das forças de segurança e o funcionamento técnico dos dispositivos disponibilizados às vítimas.








