A menina Ísis Gabrielly Lemos Nascimento, 2 anos, morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) hospitalar no Novo Gama (GO), no Entorno do DF, em parada cardiorrespiratória, com lesões e hematomas pelo corpo, nesta quarta-feira (4/11).
A Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) foi acionada pelos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento da criança. Conforme relato da equipe médica, Ísis Gabrielly apresentava sinais de violência doméstica. O padrasto da criança, Felipe de Souza Neckel da Silva, 23, foi preso em flagrante na UPA e levado à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Luziânia, que investiga o caso.
A mãe da menina também foi conduzida para prestar esclarecimentos. Com encaminhamento à Polícia Civil (PCGO), as circunstâncias da morte serão apuradas.
O tenente coronel da PMGO Ricardo Edson, comandante do 14º batalhão do Novo Gama, que atendeu a ocorrência, afirmou que a criança foi socorrida por pedestres que estavam passando em frente da casa e foram chamados pelo padrasto.
“Em depoimento, o padrasto disse que estava dando banho na criança e ela caiu. Porém essa versão não condiz com o que foi observado pela equipe médica”, afirmou o policial.
Segundo o tenente coronel, a mãe da menina relatou que a criança apresentou hematomas dias antes e o padrasto teria dito que era alergia.
Ainda conforme a polícia, um parente disse há algum tempo que queria contratar uma pessoa para cuidar da criança e o padrasto disse que não precisava “pois ele cuidaria”, relatou o tenente coronel da PMGO Ricardo Edson ao Metrópoles.
Segundo o avô da criança, Klinger de Oliveira, de 43 anos, a mãe de Ísis Gabrielly e o padrasto estavam juntos há três meses e costumavam deixar a criança em casa nos finais de semana.
Ele relatou que, em certo momento, notou que menina estava com hematomas pelo corpo. O avô, então, teria confrontado a própria filha que negou qualquer acusação feita contra ela e o padrasto de que estariam agredindo a criança. Kingler conta que ele e sua esposa sempre tiveram um “pé atrás” com essa situação.
“A gente alertou muito, mas ela [mãe da criança] sempre ficou jogando aos meus pés e se desfazendo de mim o tempo todo. Os sintomas começaram a aparecer uns 15 dias atrás. A partir daí ficamos com uma pulga atrás da orelha e alertando. Só que sempre levamos patada dela. Já dele [padrasto] não, porque em nenhum momento ele pegou o telefone para se desculpar ou se questionar de momento nenhum”, disse.
Passagens anteriores
Segundo a PMGO, Felipe de Souza Neckel da Silva, padrasto de Ísis Gabrielly, tem diversas passagens pela polícia e é faccionado do Comando Vermelho.
As passagens incluem homicídio, organização criminosa e estupro de vulnerável, ocorrido há poucos meses no Mato Grosso.







