Na Região Norte, a campanha de vacinação contra a gripe segue um cronograma diferenciado do restante do país. Enquanto os demais estados realizam a imunização de abril a outubro, a população nortista recebe as doses entre novembro e julho. A estratégia, estabelecida pelo Ministério da Saúde em 2024, considera o período de maior circulação viral na Amazônia durante o chamado inverno amazônico, época marcada por chuvas intensas entre o fim de um ano e o início do seguinte.
A campanha prioriza os públicos com maior risco de agravamento da doença, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. O imunizante também está disponível para puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, professores, pessoas com deficiência permanente ou comorbidades, além de outras categorias específicas.
Segundo o secretário de Estado de Saúde do Acre, José Bestene, o planejamento regionalizado é indispensável para conter o avanço do vírus:
“Organizar a vacinação conforme a realidade de cada região permite planejar melhor a proteção da população. No Acre, é fundamental que os públicos prioritários procurem a imunização no período indicado, especialmente crianças, gestantes e idosos, que precisam de atenção especial.”
Desafio na cobertura vacinal
O balanço da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) referente ao ciclo 2025-2026 reforça a urgência de mobilizar as famílias. No último período, a cobertura vacinal geral no estado alcançou apenas 44,36%, ficando distante da meta de 90%.
A adesão variou conforme o público-alvo:
Gestantes: 80,05% de cobertura
Crianças (6 meses a menores de 6 anos): 53,45% de cobertura
Idosos (60 anos ou mais): 31,83% de cobertura (menor taxa registrada)
As disparidades também se repetem entre as cidades acreanas. Assis Brasil foi o único município a cumprir a meta de 90% na imunização infantil, enquanto sete cidades atingiram a marca entre as gestantes. Na faixa etária dos idosos, nenhum município do estado alcançou o patamar recomendado. Em Rio Branco, os índices foram de 51,23% para crianças, 74,32% para gestantes e 36,15% para idosos.
Diante do cenário, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações no Acre (PNI/AC), Renata Quiles, orienta a busca imediata pelas unidades de saúde:
“Os números mostram que precisamos avançar, principalmente na proteção de crianças e idosos. É importante que as famílias verifiquem a situação vacinal e procurem uma unidade de saúde. A vacina ajuda a reduzir o risco de complicações e internações causadas pela influenza.”








