Um protesto em homenagem à médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, está marcado para as 17h desta sexta-feira (6), em frente ao Pronto-Socorro de Rio Branco. A manifestação pede justiça pela morte da profissional, tratada pelas autoridades como um possível caso de feminicídio, e cobra que o poder e a influência de pessoas envolvidas não interfiram nas decisões da Justiça.
A escolha do local tem relação com o principal investigado. O procurador municipal Francisco Valadares Neto, apontado pela investigação como suspeito de encomendar o assassinato, está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Ele permanece intubado e em estado grave, mas com sinais vitais estáveis.
A Justiça já determinou a prisão preventiva do procurador. No entanto, o mandado ainda não foi cumprido oficialmente devido à condição de saúde dele. Segundo informações divulgadas pelo ac24horas, familiares estariam avaliando a possibilidade de transferi-lo para um hospital de São Paulo. Uma das alternativas seria levá-lo de helicóptero até o aeroporto de Rio Branco e, depois, seguir em uma UTI aérea para a capital paulista.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Paulo Buzolin, afirmou nesta sexta-feira que a transferência para outro estado pode acontecer mesmo com a ordem de prisão, desde que exista uma justificativa médica. Segundo ele, essa possibilidade não está descartada.
A convocação do protesto circula nas redes sociais acompanhada de uma foto da médica e de um laço branco. Entre as mensagens estão frases como “Não podemos ficar em silêncio” e um alerta contra possíveis privilégios para pessoas com influência e poder.
Elyne foi assassinada a tiros na noite de segunda-feira (2), em um gastrobar localizado no Centro de Brasiléia. Ela tinha uma medida protetiva contra Valadares e chegou a acionar o botão do pânico momentos antes de ser morta. O alerta, porém, não chegou à Polícia Militar a tempo de impedir o ataque. Isso aconteceu porque o sistema de monitoramento estava ligado à estrutura do sistema penitenciário, em razão da tornozeleira eletrônica utilizada pelo investigado.









