A Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC), por meio de uma atuação contundente do seu Núcleo Especializado em Investigações Criminais (NEIC) sediado em Cruzeiro do Sul, deflagrou uma operação que resultou na prisão de três indivíduos com significativa participação em atividades ilícitas na extensa região do Vale do Juruá.
Um dos detidos é apontado pelas autoridades como uma figura central, exercendo a liderança dentro de uma proeminente organização criminosa que opera naquela área do estado.
A relevância dessas prisões é ainda mais acentuada pelo fato de que, em um período de apenas 20 dias, o NEIC de Cruzeiro do Sul conseguiu deter três lideranças distintas de facções criminosas.
Este feito sublinha a intensidade e a estratégia das ações investigativas implementadas pela Polícia Civil, visando desmantelar as estruturas do crime organizado que insistem em se estabelecer no Juruá.
A prisão dessas figuras de comando representa um golpe considerável para a hierarquia dessas organizações, potencialmente impactando suas operações e sua capacidade de coordenação de atividades criminosas, como tráfico de drogas, roubos e homicídios.
Os três indivíduos sob custódia policial nesta semana são os principais suspeitos de envolvimento direto na brutal execução de Rodrigo Duarte Gomes, um homem de 28 anos. O corpo de Rodrigo foi descoberto em uma cova clandestina, localizada nas imediações do leito do Rio Crôa, um curso d’água importante na geografia local.
A investigação revelou que Rodrigo havia protagonizado uma fuga do Presídio Manoel Neri da Silva em 9 de setembro de 2024. Seu período de liberdade foi breve, pois desapareceu apenas quatro dias após a evasão.
As informações coletadas pela Polícia Civil indicam que, durante esse curto período, Rodrigo estava residindo no Ramal dos Caracas, situado na Comunidade Vila Lagoinha, uma área rural ou periférica da região.
Foi nesse local que ele teria sido abordado e levado à força por um grupo de quatro indivíduos que se locomoviam em um veículo com vidros escurecidos, o que dificultaria a identificação por testemunhas.
O destino de Rodrigo, segundo a apuração policial, foi o Porto do Rio Crôa, um ponto de acesso fluvial. Nesse local, ele teria sido submetido à execução, presumivelmente por membros da facção à qual seus algozes pertenciam.
A motivação para o crime ainda está sob investigação, mas pode estar relacionada a disputas internas da facção, represálias por sua fuga do sistema prisional ou outros fatores ligados à criminalidade organizada.
O objetivo primordial neste momento é localizar e prender os demais indivíduos que tiveram participação na execução de Rodrigo Duarte Gomes. Além disso, a Polícia Civil busca aprofundar a apuração sobre a atuação das diversas organizações criminosas que operam no Vale do Juruá.
Isso envolve mapear suas áreas de influência, identificar outros membros, rastrear o fluxo de armas e drogas, e compreender a dinâmica de poder entre as diferentes facções.
A desarticulação completa dessas redes criminosas é um processo complexo que exige um trabalho contínuo de inteligência, investigação de campo e colaboração com outras forças de segurança.
A expectativa é que as informações obtidas com a prisão dessas lideranças e dos demais envolvidos na execução de Rodrigo Duarte Gomes forneçam resultados cruciais para enfraquecer o crime organizado na região e promover mais segurança para a população do Vale do Juruá.







