Um crime de extrema gravidade chocou a cidade de Nova Olinda do Norte, no Amazonas. A rede de proteção foi acionada na última sexta-feira (3), após uma menina de 10 anos dar entrada em uma unidade de saúde em trabalho de parto. O atendimento médico não apenas confirmou a gravidez precoce, mas revelou um histórico de horror: ela e sua irmã, de apenas 8 anos, sofriam abusos sistemáticos dentro de casa.
De acordo com o delegado Paulo Mavignier, o principal suspeito é o padrasto das crianças, um homem de 23 anos. A investigação aponta que a família se mudou de Itacoatiara para Nova Olinda do Norte em uma tentativa deliberada de esconder a gestação da criança.
A conduta da mãe, de 30 anos, também foi alvo de ação judicial. Ao apresentar versões contraditórias no hospital para tentar encobrir os crimes, ela teve a prisão decretada e perdeu a guarda das filhas ainda na unidade de saúde.
O padrasto criminoso foi preso no centro da cidade, responderá por estupro de vulnerável.
A mãe foi detida por conivência e obstrução, permanece à disposição da Justiça.
As crianças estão sob proteção do Estado e recebendo acompanhamento médico e psicológico.
O Olhar Atento da Saúde: A identificação dos sinais de violência pelos profissionais do hospital foi o que rompeu o ciclo de silêncio.
Segundo a polícia, o casal teria mudado de cidade para ocultar o crime mostra como agressores utilizam a falta de integração de dados entre municípios para evadir a fiscalização.
Canais de Denúncia:
Casos de suspeita de abuso contra crianças e adolescentes devem ser reportados imediatamente ao Disque 100 ou ao Conselho Tutelar local. O anonimato é garantido por lei.







