Uma movimentação atípica e um rígido protocolo de segurança instaurado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco, nesta sexta-feira, acenderam o alerta entre servidores e mobilizaram familiares da médica Elyne Assis. O epicentro da tensão é a internação de Francisco Valadares Neto, apontado como mandante do assassinato da profissional de saúde — crime delatado pelo executor confesso da ação.
Desde o período da tarde, o acesso à ala onde o paciente está internado foi severamente restrito. De acordo com informações obtidas pela redação do Rota Norte Notícias junto a fontes da unidade hospitalar, apenas médicos e a equipe de enfermagem de plantão têm permissão para circular no setor. O endurecimento nas normas de circulação suspendeu temporariamente, inclusive, a entrada de equipes de apoio e limpeza no leito em questão.
Quadro clínico
Francisco Valadares Neto passou pelo procedimento de extubação na última quinta-feira. Segundo fontes internas, o paciente apresenta sinais vitais estáveis, embora seu quadro psicológico e comportamental inspire atenção: relata-se um estado depressivo, choro frequente, pouco diálogo e recusa voluntária de alimentos, sendo nutrido por sonda enteral.
Rumores de alta e rota para o aeroporto
No fim da tarde de sexta-feira, intensificaram-se os comentários de bastidores no setor de saúde acerca de uma iminente desospitalização ou transferência do paciente sob forte sigilo. Os relatos apontavam para uma saída planejada para as proximidades da meia-noite, via transporte terrestre a partir do estacionamento privativo do prédio anexo ao Pronto-Socorro, com destino imediato ao Aeroporto Internacional de Rio Branco.
Embora nos corredores do hospital o cenário seja tratado com cautela — entre o receio operacional e a possibilidade de especulação interna —, o clima de apreensão se alastrou rapidamente para fora dos muros da unidade de saúde.
Mobilização e protesto na entrada da emergência
O temor de que o suspeito pudesse deixar a unidade sem as devidas medidas de custódia ou esclarecimentos judiciais levou parentes e amigos da médica Elyne Assis a se concentrarem em frente ao setor de emergência do Pronto-Socorro. Em vigília e protesto, o grupo cobrou transparência das autoridades e repudiou qualquer tentativa de facilitação de saída ou transferência velada do investigado.
Sem posicionamento oficial
A equipe de reportagem do Rota Norte Notícias buscou contato com a direção-geral do Pronto-Socorro de Rio Branco, com a administração do Hospital das Clínicas e com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) para obter esclarecimentos sobre a suposta alta médica, as medidas de custódia e os protocolos de restrição adotados na UTI. Até o fechamento desta matéria, nenhuma manifestação oficial havia sido encaminhada. O espaço segue aberto para os devidos posicionamentos.








